Mãos, que não são as minhas.
Mãos. Grandes e fortes.
Me deixam a vontade.
Massageam. E que massagem.
Mão e língua. Passeam e salivam.
Testam a sensibilidade e arrepiam.
Pelo. Mão. Língua. Beijo, não.
Mãos grandes que apertam, afastam e descobrem.
Deslizam pela pele vermelha sem medo do rigor da fricção.
"Quarteirão. Mas o que vou beber?"
Lingua. Ouvido. Rosto. Cachorro.
Mãos. Línguas. Pernas. Sono e Chuva.
Pega o lençol, afasta os travesseiros.
"Coca-cola. É isso."
Minhas mãos alcançam as roupas.
Mãos. Grandes, fortes e seguras.
Mãos. Que não são minhas.
sábado, 26 de dezembro de 2009
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