São aqueles momentos que não duram mais que três segundos no meu relógio mental que não estava mais funcionando desde a terceira garrafa de cerveja. Nessas horas que me vanglorizo da minha fraqueza com bebidas.
Tinhamos passado pela recepção, falado algo com a atendente sobre preços e em fração de segundos (relógio mental) estavamos na porta do elevador envolvidos num beijo tão forte e intenso que traduzia muito bem todo o tempo de expectativa. As horas daquela noite e os meses, eu digo.
Em passos duplos arrastados chegamos ao quarto escolhido, a porta fechou e eu perdi completamente a noção de tempo e espaço. Exceto pelo vão bem preenchido que era feito pelos longos braços dele. Eu nunca reparo nessas coisas, mas na hora lembro de achar graça ter de ficar na ponta dos pés e de levar uma advertência pelas mordidas - de brincadeira, claro.
O tempo parado e as coisas acontecendo feito música. As mãos deslizavam por dentro das roupas e elas não estavam mais ali. A pele descascando de praia era vasculhada por mãos, dedos, olhos, língua, boca, fome, vontade e permissão. Eu tentava manter alguma concentração pra deixar minhas marcas de dedos nele, pra poder dizer que estive ali aquela noite.
Com aquela música, eu dancei a noite inteira. Dança por todos os cômodos, em todos os ritmos e a música tocava alta só pra nós dois ouvirmos. "Dormir? Dormir? Não poderia dormir naquela noite! Nem por todas as jóias da coroa!"
Por fim, a água. Escorria do meu, passava pro dele e se perdia nos dois. Mais música, e mais dança coreografada executada com maestria por ambos. E no fim, água ofegante e sorridente.
Cama, JB FM, Beija Eu, Café da Manhã, Roupas, Bom Dia RJ, Bom Dia Brasil, Telefonema, Conta, Saída, Ônibus, You Make my Dreams by Hall & Oates, minha cama e dormir.
Não sei se consegui tudo o que pretendia, mas a intenção inicial foi alcançada com sucesso sem precedentes. Finalmente, ô! Fi-nal-men-te.
Trip Hoppin'
sábado, 2 de janeiro de 2010
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