segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Digitais nos Ossos

Eu estava deitado na grama, observando o mar acima de mim e me lamuriando sobre alguma coisa que eu tinha inventado. E ele me ouvia pela quinquagésima sexta vez.

Sobre minha cintura repousava sua cabeça. Pesada, era como se os ossos estivessem em contato direto. Depois de mim, falava.

Eu ouvia, já ficando sóbrio. Senti que não conseguiria falar nada. Mas naquele momento percebi que tinha conquistado algo muito importante. Confiança.

Então, era como se sua cabeça pesada fosse ficando leve, fosse esvaziando. Nossos problemas e monstros inventados iam flutuando pra se afogar naquele mar rosa.

O jeito que ele leva a vida me excita. O jeito que se diverte e o jeito assustador que canta Odara. É algo muito diferente de mim. É algo em que eu me espelho.

E ele não me deixou queimar rápido demais. Isso me encanta.

Torno a repetir:
"Não saia correndo. Senão vou quebrar suas pernas." :)

Um comentário:

  1. "Deixa eu dançar, pro meu corpo ficar Odara. Minha tara, minha cuca ficar Odara. Deixa eu cantar, que é pro mundo ficar odara..."

    Não preciso muito. Meu fundo já fica odara contigo.

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